EROTISMO DO NADA


Uma fatia de tempo chamada presente,
uma nesga de existência num peito ofegante.
Uma lufada de vazio
e um querer desenhado,
Imitações de sobrevivências a saldo!

Um sumir das marcas do erotismo
enfeitam o nu dos calcanhares,
no pó das estradas inventadas…
Por amor de ser mais do que apenas
ser.

Leitos inventados
imiscuem-se de um imenso lugar,
idade para soltar
A solução oftalmológica da tristeza!

Perverter a ideia de paz,
com deixas e palavras
a três actos.
Mentiras que nos ensinaram
a tomar como desenjoo. 

Um caminho quase com destino.
Uma espécie de loucura
ou simplesmente
um indício de senilidade
roubada à idade ,
no antes das nossas pressas.
Uma dúvida para dizer,
faz as vezes de um receio enorme…
Apenas mais um dia
para esconder o medo
atrás de sinónimos
nobres e elegantes.
Confusão de que somos
mais. Não somos.

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