AMOR COM AMOR SE PAGA


Não entendo as imagens
que me dizem coisas
da verdade e do desprezo.
É como voltar à esquina
e comprar aquela revista
que conta vidas
para fazer imitações.

Os quiosques já não existem,
agora
chamam-lhes outros nomes!
Podia ser assim
com aquilo que sinto,
mas ainda há muitos
acordos ortográficos por fazer.

Não conheço as palavras,
mas ignorante de mim
não posso continuar.
Uma força que se reprime
como um soluço que se quer afogar!

Uma história ao jantar
E a mesma ao almoço.
Uma forma
de controlar
e inventar mil soluções.

Sorrisos e palavras
já nem no vento
encontram boleia;
deixei de te ver
no dia em que disseste
para eu esperar.

Hás-de voltar
e eu também.
Amor com amor se paga
e por menos do que uma palavra
Julieta envenenou
a mão de Romeu.

Shakespeare
já não existe,
apenas os factos
falarão de ti
e dos teus pretéritos imperfeitos.

Quando levares o prémio
lembra-te de mim
e da justiça.
Em cada dedo
das tuas mãos,
a cor do meu silêncio!

Preso está aquilo que te escrevi
E como sabes
voltar a confiar
não são uns trocos
que me convencem.

Cumprimenta-me.
Nas tuas mãos,
um crédito mais
para gastares,
se conseguires
não beber
das mesmas
que me estendes.

Talvez tenhas mesmo
de ser a Julieta
sem máscara, nem poesia,
só as lágrimas
só a hipocrisia.

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