A CONTA DA LUZ


Vem ao caso hoje, não sei bem porquê, ou não quero saber, falar de desportivismo. Façamos um ponto prévio que tanta credibilidade costuma arrancar, sempre que assisto a debates em que o dito, neste caso o prévio, é apresentado com pompa e circunstância, como se fosse, só por ele o ponto de engrenagem de toda a discussão apresentada de seguida. Neste ponto, peço desculpa pela repetição da palavra mas não me apeteceu pensar noutra, façamos então o nosso próprio ponto, o prévio que consiste na afirmação orgulhosa “eu sou desportivista”. Bem, para ser sincero não é tanto assim. Gosto muito de futebol mas confesso que gosto muito mais quando o Benfica ganha. Corrijo, só gosto quando o Benfica ganha. Neste sentido tenho desportivismo, bastante até, principalmente quando o Benfica ganha, até porque quando não, para além de não achar piada nenhuma a um jogo em que se teima em maltratar uma bola que nada tem a ver com o assunto, ainda se pede ao derrotado que tenha desportivismo. Assim de repente era quase a mesma coisa que pedir ao primeiro-ministro que se demitisse quando perdesse a batalha pelo Pec.

Dirão também as vozes, para mim, ásperas e demasiado criticas, ou simplesmente demasiado não benfiquistas, que não se fazia aquela história de apagar a luz e ligar o sistema de rega no final do jogo. Pois bem quero relembrar apenas que já passava mais do que a hora do João Moutinho fazer “xixi e cama”… Venham lá dizer que o Benfica não sabe receber. Mais. Quando os jogos se disputam no Porto a claque dos Super Dragões costuma presentear os jogadores benfiquistas com bolas de golf, ora que se saiba a classe mais elitista de Lisboa é do Sporting logo, acredito que muitos dos adeptos do Glorioso nunca tenham sequer tocado numa bola de golf. Ah e não me venham fazer a piada da cor do Tiger Woods. Mas avancemos, porque não falar da alegria do João Moutinho a arrecadar os “papa-mundos” e os “abafadores” que juntamente com outros berlindes foram oferecidos à comitiva portista.

Entristece-me que, depois do jogo, ainda haja pessoas capazes de criticar o Benfica, isto depois do Roberto, já a contar com a hora do duche no final do jogo ter oferecido um frango bem a tempo do Moutinho “papar” e fazer bem a digestão. É por estas e por outras que “Fair-Play” que, traduzido para português tem um cheirinho a tira-nódoas, seja tão perigoso em Portugal como os juros da dívida soberana. Não sei se prefiro o Villas-Boas ou o FMI, sinceramente, tal como o sal, eu gostava mesmo era de evitar os dois, até porque ouvi há minutos na rádio, os juros a cinco anos são quase o tantos como o número de pontos que o Porto tem agora de avanço.

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