SEXO, MENTIRAS E FMI


Não vou por aí, nem sexo, nem mentiras. Quando muito FMI, pode ser? Curioso como uma atitude menos conseguida num jogo de futebol pode influenciar o dia-a-dia de uma nação inteira. Ai que saudades do Quim… Não fosse o Roberto ter cortado aquele cruzamento do Guarin, com o pormenor de ter desviado a bola para a sua própria baliza e ainda teriamos uma réstia de esperança em todos os benfiquistas. Aliás não fossem as mãos do Roberto e muito provavelmente o Benfica estava em primeiro lugar no campeonato e o nosso Primeiro-Ministro não teria sido obrigado a clamar pela ajuda do FMI. Pelo menos não agora que andam por aí as eleições e não ajuda em nada ter atitudes que não rendem votos.

 Curioso como os tempos mudam, mas não os ventos de Espanha. Curioso que quando era criança lembro-me de na hora de escolher quem ia para a baliza no recreio da escola, nos virem à cabeça grandes nomes dos postes como Preud’Home ou Schmmeichel, nunca o nome de alguém que poderia ser cantor de musica ligeira, e que nos desse vontade de mandar meter a viola no saco. Mas os tempos de facto mudam e agora, ao que parece, os governantes preferem imitar o Roberto. Pronto estão no seu direito, por isso é que governam.

Há dia estava a tomar um café e veio-me ao pensamento o Ministro das Finanças, estranho não é? Mas foi mesmo assim. E, num instante não pude deixar de sentir alguma ternura pelo senhor, pelo menos na parte inicial do meu pensamento. Lembro-me que senti a mesma ternura com o Roberto, pelo menos antes de o ver jogar. Mas voltemos ao senhor das finanças, engraçado como o consigo imaginar vestido de Floribela, com a mesma graça da Floribela, com o mesmo número de episódios da Floribela e com mais coisas da Floribela que agora não vêm ao caso. E o que é que o Roberto, a Floribela e o Teixeira dos Santos têm em comum? Lembram-se da musica “Não tenho nada…” pois é mesmo isso, para mal dos benfiquistas, do Djaló e dos portugueses em geral.

Ao que me disse um amigo, esta história do FMI pode até nem ser assim tão má como nós, pessimistas, estamos a querer pintar. Afinal o pior que pode acontecer é subirem os impostos, cortarem mais alguns dos nossos (poucos) benifícios, fatiarem salários e pensões e aqui e ali uns despedimentos para apimentar o petisco. Ah claro, mais os famosos cortes na despesa pública que passam sempre por fazer aquilo que já enumerei atrás. Ao que parece os culpados da situaçao do país são mesmo os portugueses que pagam impostos, mas deviam pagar mais, que ganham pouco mas que deviam ganhar menos. Dizia o meu amigo “Somos todos culpados, os nossos governantes não têm a culpa, coitados, fazem o melhor…” e eu fiquei a pensar, pois… se calhar era a mesma coisa que dizer que o culpado do Benfica não ser campeão era do Jorge Jesus, que teimou em meter o Roberto na baliza… Mas não, a culpa foi mesmo do Roberto, ele é que as deixou entrar, o JJ coitado, fez o melhor que sabia. Aliás a culpa do FMI estar aí a bater à porta também deve ser dele, o sacana do espanhol.

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