A MENINA DO CAPUZ VERMELHO


Ainda não fizemos as contas,
continuamos a perguntar
da frase feita
e das fábulas
do lobo mau.
Perguntámos para quê as mãos?
E depois,
pisámos os pés
dos que foram em frente
e de quem quis roubar
para comer…

Andámos todos a fingir
enrolados em lençóis;
A mesma boca que beijou,
trincou a inocência
das noites mal dormidas
e o cheiro a companhia
agora,
só nos faz desejar
que estivéssemos sós
para não passar vergonha.

A celebração está a começar
eles vêm a caminho,
o hálito já se pode sentir
e o vento
nem sequer apareceu.
A menina volta a acreditar
e o lanche está feito
Enquanto tivermos forças
continuaremos a cair.

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