O CAÇADOR


A espera, como um estilo
de vida.,
A cotovia acordou mais tarde
e viu a sede do leão.

Estava à frente da janela
de casa,
mas não conseguiu
entrar!

As mãos do caçador
cheiraram a esquina da mesma casa,
perderam a mira
e ele avançou na noite.

Agora atravessou
a última porta.
Uma manhã
a cotovia faltou à chamada,
e ficou
uma hora para inventar
coragem
e esconder a face
atrás do gatilho.

O leão ainda ruge,
o suor da caçada
invade o quarto como um grito.
A mesma cama
onde se amaram
e confundiram promessas,
ou sexo,
a troco de notas grandes.

A criatura despede-se do nome
só as outras vozes
fazem algum sentido.
O leão avança,
ninguém o pode avisar
não vale a pena
esperar mais.

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