HÁ UM PAÍS


Lá fora há uma forma, o seu passo
desfaz a fluidez da minha certeza.
Há também um sem número de coisas.
Há aquelas que preferi ignorar.
Há um local para semear discórdias,
inconformismos
de um momento achado!
Há um lenço de velho, perdido
no roseiral, onde se trocaram
odores por velocidades.
Há um bando de pássaros,
úteis companheiros,
humildes como a mais dócil
atitude que eu possa encontrar em mim,
através da clareira
escondida sem pormenores.
Há quem não espere pela Primavera
e aponte sem mágoa,
como quem saboreia o vazio!

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