AS MENINAS


No declive dos caminhos,
vão a escapar, as meninas.
Os seus vestidos de seda,
nas ausências suportadas,
saltam de encontro às horas
e aos sedimentos, que embalam
as falsas inércias!

Infantilmente, resistem
ao passar
dos mandamentos
e depois,
com as mãos
abarrotadas de consequências,
não possuem mais
do que realmente podem escrever.

Embarcam em meliantes sentidos
e suores à beira do impropério.
Á esquerda, seguem os pobres.
Desdenham da arte
e dos que inventam suposições.
Mais à frente, hão-de saber
e só depois, a cor das labaredas
saceará o ponto em frente!

Em simultâneo, a cadência das mãos
e os ritmos da matéria,
apagam o rudopio dos buzios.
O pior vidente é aquele
que se deita a adivinhar.

As dúvidas teimam de reclamar
como se as vozes ouvissem
a caixa dos tempos.
Nesse preciso momento
encostado o rosto que está,
cria-se a ilusão do dia
separado do tempo,
como solução,
ao abrigo da experiência.

Os erros ficam, sabe-se
então o que não se pode,
o caminho continua
as meninas e os pobres,
os outros e as horas,
um sem contar de meros acasos.
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