MEIA NOITE


Podíamos fazer de conta!
Quase um número redondo
de possíveis instrumentos
a que se deu o nome
de nossos e de nada em particular.

Vamos lá! Carregamos
pequenas vaidades, como preços
que se pagaram,
sem saber das equações!

E depois? Inserimos as coordenadas
e embalámos ao som
da dúzia e do mel que ficou,
quase um dom de lembrança
a puxar-nos
sem fazer força.

Já esticámos as nossas vestes,
não as trocámos pelo pedido,
apenas ouvimos o toque do sino,
o carteiro levantou-se da festa
sem que ninguém pousasse o copo.

Agora é quase, o mesmo tempo
que nos sai dos olhos,
traça a régua e esquadro
os pontos negros virginais.
Só o mundo para contar das vozes,
a musica ouve-se baixinho,
é quase meia-noite
atrás daquela porta!

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