O OUTRO LADO DAQUI


Dá-me a prosa rasgada em olhares,
obedeci aos generais
quando apartei a gramática
e desculpei-me das paredes vazias.
Um pálido espelho
que viaja entre desejos,
é como um diário
que se carrega escondido,
oculto das vozes que figimos
com letras.

Usurpa o cansaço, das ordens,
Uma pequena chave
ofegante, um odor,
que pode fingir uma certeza,
uma mentira, ou apenas
verdades que se provam
numa conta de somar.
um espaço em branco
pode guardar
imensos quereres
ou apenas relembrar proibições.

A ponta dos dedos…
Guardava o frio,
o nada e a ignorância.
Uma mescla de riscos,
como se de vingança
se fizessem as portas da cidade!
O outro lado
não era assim,
confia no que escrevi
e foge em frente,
ainda há espaço
para acrescentar ideias!

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