INOCÊNCIA


Às vezes ainda sonhava,
perguntava aos dedos
que sabiam das letras,
uma equação impossivel,
tão simples como fazer
recordações.

Noites seguidas
a construir castelos
e descobre-se uma praia
onde se inventaram muralhas.
Quando a maré subir
vai lavar a alma do pescador,
mais os contos de fadas
que deixou, envelhecessem,
os seus desejos
e mais os olhos!

Quando se sonha o passado
as noites parecem crescer,
teimam em criar circulos
para baralhar e depois
voltar a dar…
É como voltar atrás
e apanhar o que se deixou cair,
como se a inocência
não deixasse saudades
corre-se demasiado depressa
para saber onde ela ficou!

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