UMA PEQUENA SUCESSÃO DE ERROS


Desfez-se a distância pela praça,
com os braços a desvendarem
os olhares, mais os pregões dos vendedores.
Um mundo todo feito beijo
como a saudade, enfeitada ao peito!

Desviaram-se as mãos.
Como um abraço ao contrário
forjou a escadaria e o passo firme
preferiu paredes
e foi em frente a esconder desejos.
Desencantou parcelas de coisa nenhuma

Enquanto crença
foi dono da manhã toda,
e a mesma porta, serviu-lhe os pés,
e mais os lábios
onde demoram o odor
e as promessas.

Era suposto entrar tarde dentro,
talvez por isso a folha esteja em branco.
Junto à janela as lembranças marcam lugares,
inventam desculpas
para serem dominós de incoerências…
Uma pequena sucessão de erros
como se fossem uma chave
que já não leva a lugar nenhum.

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