REVOLUÇÕES


Um senhor se envergonhava!
Dedicava palestra dos afazeres,
sem saber muito bem
o que dizer das palavras
que deveriam guiar vontades!

Ele conhecia verdadeiras revoluções,
ou pelo menos contava delas
como se tivesse o seu sangue ferido
em redor de uma. Ou então
simplesmente arredava
o desejo do luxo
e fincava pé, por juramentos
que não cumpria.

Queria falar da verdade.
Pelo menos era daqueles
que dizia, não escondia.
Ainda assim o tempo fez-se,
depois, como um embrulho
e pouco sobrou
na hora dos mil aplausos.

Mais à frente ele esfregou as mãos,
as mão eram a lei, a lei estava nas suas mão!
A vergonha não pesava, por outra palavras,
voltou as costas por muito menos.
As promessas que fez valiam o mesmo
e o senhor que se envergonhava,
era apenas um homem.

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