QUASE MOMENTO


Costumava sentar-me ao som
de melodias eruditas,
como se fosse envaidecer-me
de lanches e prosas baratas.

As mesmas conversas
podiam saber-me de coisa alguma
pingar-me os dedos
de receios e sorriso,
descobrir uma invenção feita de nada,
de uma importância
que jamais encontrei em mim!

As vozes rebolam
em torno da minha.
Relembram-me aquilo o que vim fazer.
Não se escrevem poemas
em guardanapos de papel,
se os mesmos não deixarem
que isso aconteça…

Um dia escrevi o que sentia,
mas depois,
quando me encontrei
naqueles momentos
rabiscados, já não era eu
mas uma lembrança de outro tempo!

Somos todos uma recordação de nós,
por isso parecemos procurar,
por isso o lugar
nunca parece ser o nosso.
Deslizamos no tempo,
sem conhecer a sua métrica.

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