ERA UMA VEZ


Um índice de felicidade.
Uma quase equação
de fórmulas,
inconsistente como uma carta
de amor e fadiga erótica.

Diz-se feliz ou infeliz
mas não se sabe ao certo
quantificar os impulsos
que levaram a definições ridículas.

Como um conto da carochinha
é se feliz para sempre,
muito antes de sabermos
aquilo que é o crescer.

Depois apostam-se valores
que julgamos seguros e as mãos
soltam-se dos sonhos,
e os abraços afastam-se…
Fazem-se coisas improváveis
como se fossemos, sem dúvida,
gigantes.

Pela tarde a velocidade diminui
e o valor dos momentos simples
parece flutuar, como promessas?
Como um balão de ar quente!
Descobrem-se tesouros ao contar os passos,
foi-se, de facto, feliz ou infeliz
quando por ali corremos as manhãs todas.

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