UMA CIDADE CHAMADA TEMPO


A grande cidade
abateu-se sobre os meus olhos!
Todos os espelhos quebrados
fazem parte das minhas recordações,
como o mar arrastado pela lua,
areia fora, noite dentro.

Uma casa entre as ondas,
para sentar e inundar-me do vidro
que foi um dia, o copo por onde bebi
a espaços, o sabor de cada segundo.

Como se a cidade se desfizesse,
sob os meus pés, ações fingidas.
César e Alexandre e a busca de grandeza!
Entre as minhas mãos, roda um pião
como um jogo de dados
e uma escolha sem receio…

Existem nos meus sonhos,
tesouros que desconheço!
Mapas inventados, na casa
só eu ao fundo da rua
e as mãos dadas,
afastam-se sem olhar para trás…

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